Roer as unhas pode transmitir até HPV.


 
 
O hábito de roer as unhas pode ser um sinal de estresse, cansaço,
 tédio ou até mesmo ansiedade. Driblar esse vício pode não ser tão
simples assim. Muitas pessoas necessitam do auxílio de um especialista
 que prescreve o remédio necessário para inibir a vontade de roer as unhas.

 Em outros casos, quando o vício não é tão acentuado, alguns esmaltes
específicos com gostos amargos podem ser utilizados.

Esse hábito nada saudável é muito prejudicial à saúde. Roer as unhas
 danifica o esmalte dos dentes, deixando-os menos protegidos e mais
expostos para aparições de cáries. Além disso, o contato direto dos
 dedos da mão na boca ocasiona diversas doenças causadas por fungos,
bactérias e até vírus.

O Dr. Joaquim Mesquita Filho, diretor Sociedade Brasileira de Cirurgia

 Dermatológica-SBCD, esclarece algumas dúvidas sobre o hábito inadequado
 de roer as unhas.

Roer unha é prejudicial? Por quê?


Sim, é muito prejudicial. O ato de roer unhas é considerado uma patologia
Ungueal (relativo a micose), chamada de onicofagia. A mordedura das unhas
e até das cutículas é considerada uma compulsão, o que pode levar ao desgaste
da unha, do esmalte dos dentes e a infecções mais sérias.

É verdade que, com o tempo, as unhas vão diminuindo de tamanho?

Não, isso é um mito. As unhas são lâminas queratinizadas que recobrem a

última falange dos dedos, protegendo-os. E como elas são constituídas de
queratina, tipo de proteína sintetizada, não há como as unhas diminuírem
com o tempo. A diminuição acontece pura e simplesmente pelo constante
ato compulsivo de roer.

Por deixar as unhas e as cutículas sensíveis, pode causar alguma doença?

Entre os diversos efeitos colaterais deste ato há a transmissão de fungos,

bactérias e até vírus. Roer as unhas produz ferimentos que servem de porta
de entrada para estes agentes e um exemplo bem grave é o vírus do HPV,
que é de difícil controle, além de desenvolver uma deformidade nos dedos.

Tem alguma dica para fazer com que as pessoas parem de roer?

Não existe uma dica que seja “o pulo do gato”. O indicado é procurar um

dermatologista para um tratamento, que pode ser feito com cosméticos
que deixam um sabor amargo na unha, como o onymyrrhe, um produto
comercial que contém 20% de extrato de mirra, uma resina oleosa. O
onymyrrhe é usado também no tratamento da fragilidade ungueal, para
restaurar a firmeza e fragilidade das unhas. Deve-se lavar as mãos 3 à 5
minutos após a aplicação para remover o excesso. No mercado há
inúmeros produtos inibidores que deixam o mesmo amargo na boca.
Porém, há pessoas que acostumam com o gosto e continuam com o
hábito de roer a unha.

Algum produto em especial?


Dependendo do caso, pode ser prescrito pelo dermatologista um

cosmético manipulado.

Depois que o vício for curado, o que fazer para elas voltarem a se

fortificar? Hidratar?

É indicado manter uma dieta rica em biotina (vitamina H, B7 e B8)
encontrada nos seguintes alimentos: gema de ovo, couve-flor, geleia
real, arroz integral, leite, banana, levedura de cerveja etc. Outras dicas
são manter as unhas bem cortadas, evitando que as pontas mal aparadas
sirvam de tentação para a continuação do hábito e aplicar duas vezes ao
dia um hidratante próprio para as mãos e unhas.

 Texto publicado originalmente no Bolsa de Mulher (aqui)

1 comentários:

  1. É verdade q parar de roer unhas é muito dificil, pq rou des dos meus seis anos e a cinco meses consegui parar de roer quase todas as unhas, digo quase pq ainda rou as dos mindinhos.
    Comecei a tentar parar de roer pq nao aguentana mais a vergonha de ver as pessoas em todos os lugares olhando os meus dedos sem unhas,pra mim isso era muito dificil.

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